O narrador
André Luiz
Identidade terrena desconhecida
Há uma coisa que precisa ser dita antes de qualquer outra: ninguém sabe quem André Luiz foi em vida. O nome é um pseudônimo escolhido pelo próprio Espírito, e ele nunca revelou a identidade terrena — nem ao médium com quem trabalhou durante vinte e cinco anos.
Um nome escolhido na hora
Quando lhe perguntaram como assinaria, o Espírito notou a presença do meio-irmão pequeno de Chico Xavier, adormecido ali perto, e disse que assinaria André Luiz. Foi assim, sem cerimônia, que nasceu a assinatura de treze livros que se tornaram os mais lidos da literatura espírita brasileira.
Nas próprias narrativas, ele se descreve como tendo sido médico sanitarista no Rio de Janeiro do início do século XX — um homem culto, de família confortável, que morreu sem estar preparado para o que encontrou.
O enigma que ficou aberto
Ao longo das décadas, muita gente tentou descobrir quem ele era. Três nomes circulam com frequência: o de Carlos Chagas, o de Oswaldo Cruz e o do neurologista Faustino Esposel. Nenhum foi confirmado, e nenhum tem mais peso do que uma hipótese bem-intencionada.
Vale registrar que essa discrição parece deliberada. Um Espírito que passou treze livros descrevendo a vida do outro lado com riqueza de detalhes escolheu não dizer o próprio nome — e talvez o motivo seja o mais simples: o que ele tinha a contar não dependia de quem tinha sido.
Chico Xavier, a mão que escreveu
Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 2 de abril de 1910, e morreu em Uberaba em 30 de junho de 2002, aos 92 anos. Psicografou mais de quatrocentos e cinquenta livros ao longo de seis décadas — as contagens variam entre as fontes, e por isso não fixamos um número.
Doou os direitos autorais de toda a obra a instituições de caridade e viveu com simplicidade até o fim. As últimas obras da série de André Luiz foram psicografadas em colaboração com Waldo Vieira.
O que os treze livros trouxeram
A série começou em 1944, com Nosso Lar, e se estendeu por mais de duas décadas. O que ela acrescentou não foi doutrina — foi descrição. Como é a chegada depois da morte. Como funciona uma colônia espiritual e o trabalho que nela se faz. Como são as regiões de sofrimento e como desce o socorro até elas. Como a mediunidade opera por dentro. Como a lei de causa e efeito se desenrola num caso concreto, acompanhada dos dois lados.
É por isso que estes livros ocupam um lugar próprio neste site: eles respondem ao que a Codificação deixa em aberto. Mas ocupam esse lugar como o que são — relato de uma experiência, não lei estabelecida. Quando uma resposta aqui se apoiar neles, você vai ouvir isso dito com clareza.
Em datas
- 1910Nasce Francisco Cândido Xavier, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 2 de abril.
- 1944Sai Nosso Lar, o primeiro da série, seguido de Os Mensageiros no mesmo ano.
- 1945-1957Missionários da Luz, Obreiros da Vida Eterna, No Mundo Maior, Libertação, Entre a Terra e o Céu, Nos Domínios da Mediunidade e Ação e Reação.
- 1959Evolução em Dois Mundos, em colaboração com Waldo Vieira.
- 1960sMecanismos da Mediunidade, Sexo e Destino e E a Vida Continua fecham os treze títulos.
- 2002Chico Xavier morre em Uberaba, em 30 de junho, aos 92 anos.
Sobre estas informações
As datas de Chico Xavier e os títulos da série foram conferidos em fontes públicas. Já a identidade terrena de André Luiz permanece desconhecida, e as atribuições que circulam são especulação — dizê-lo é mais honesto do que escolher uma e apresentá-la como fato. Onde as fontes divergem, como no total de livros psicografados, preferimos não fixar um número.